>A Canção

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que dorme ao relento, que abraça reis,
que faz poesias, que canta marias,
qua ama com força o dono de si.
Me desculpe o pranto, eu não tenho tanto,
sou muito pequeno, muita coisa vi.

Essa canção é pra você, minha amada amiga,
minha cara e meia, meu ombro, minha sina.
É meu sangue nas veias que me faz pulsar!
Me desculpe o pranto, já vivi um tanto,
Eu já fui pequeno, eu quero voltar

Essa canção é pra você, um amigo e tanto,
que canta meu canto e me faz lembrar.
Me abraçou na rua dormindo com a lua,
me bateu na cara quando quiz chorar.
Me desculpe o pranto, porque tenho tanto,
sou quase pequeno, não quero vazar.

Essa canção é pra você, minha companheira,
minha morte inteira que me faz pensar.
Que me leva os olhos, que retarda encontros,
não me dá a chance de querer voltar.
Me desculpe o pranto, já vivi, nem tanto,
sou muito pequeno, eu quero ficar.

Essa canção é pra você, como pra mim mesmo,
sou de onde veio e pra onde vais.
Sou meio maneiro, sou mal de dinheiro,
sou meio sombrio, sou meio demais.
Me desculpe o pranto, por não ter nem tanto,
Sou meio pequeno, eu só quero amar.

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>Para lavar a alma

>Para lavar a alma…

Testemunhei esse banho no final de abril do ano passado, mas só estou contanto agora… não sei porque…. deu vontade.

Ao chegar na escadaria da igreja do Senhor do Bonfim da Bahia, fui abordado por uma bahiana, onde comprei umas fitas, como eu já escrevi anteriormente. Enquanto olhava a “tendinha” dos acarajés de d. Nide, vi um fato curiosíssimo que estava acontecendo nas escadarias da igreja.

Vi um turista, possivelmente um gringo albino (era muito branco… chegava a cegar, quando refletia o sol), parado entre duas bahianas nas escadarias da igreja. Ele estava de pé, em posição de “sentido”. Não se movia, não olhava pro lado, nem chegava a balançar. Acho que as bahianas gritaram para ele: “ESTÁTUA!”.

Bem… Uma das bahianas segurava uma grande bacia de plástico cheia de pipoca, enquanto a outra dava uns passes e benzia o turista golpeando-o com arruda e louro. Uma cena realmente, interessante de se ver. E o gringão lá, inerte. Então cessaram os passes, a bahiana colocou a bacia no chão e as duas começaram a dar o banho de pipoca no forasteiro, enquanto entoavam uma cantiga de santo. Depois do banho que durou uns 3 minutos, o cara agradeceu e deu uma oferenda em dinheiro, para o santo, claro, na mão das bahianas. Ele sacudiu o blusão florido e foi embora.

As baianas esperaram uns 2 minutos até que ele sumisse. Olharam para um lado… olharam para o outro… e quando achavam que ninguém estava vendo, rapidamente começaram a juntar as pipocas que estavam no chão e colocar dentro da bacia novamente!!!

Na hora eu vislumbrei o próximo banho de pipoca que elas dariam no próximo turista. Imagine o cara pagando por um banho, com uma pipoca toda suja do chão e, pior ainda, cheia de “urucas” dos outros benzidos!!!

Acho que elas estavam fazendo a parte que lhes cabia para fazer do mundo um lugar melhor. Elas aderiram à reciclagem. Depois disso, voltei para o aeroporto… estava na hora de partir e seguir a minha viajem.

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>Estudo pra quê?

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Pra quê estudar…
Pra quê jornalistas, músicos, médicos, engenheiros e arquitetos diplomados? Por que ter um diploma de conclusão do curso de direito? Será que Eles imaginam um juiz do STF sem diploma?
Afinal, sem estudo se vai ao longe, né?
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>Minha Promessa

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Maria Fernanda,

Antes de te conhecer, minha vida estava fria e cinzenta; sentia-me vazio, imperfeito, incompleto. Mas aos poucos fui lhe conhecendo, me apaixonando por você. A minha vida tomou-se de um colorido vibrante, e as flores voltaram a florescer no jardim de meu coração a cada vez que te via, que conversava contigo. Hoje, não consigo mais ver-me sem você ao meu lado. Você me completa, me sacia. Ao seu lado, meu mundo se abre e ganha vida. Você é a motivação para eu alçar vôos mais altos. Te amo muito, de maneira que não consigo medir ou compreender.

E por te amar tanto assim, Maria Fernanda, minha amada, juro amar-te incondicionalmente, em todos os momentos de nossa vida juntos, protegendo-lhe, respeitando-lhe, honrando o sentimento que sei que tens por mim. Estarei ao seu lado em todos os momentos bons e adversos, suportando-lhe em todas as suas necessidades. Temos agora por espelho os nossos olhos; o teu riso dirá a minha alegria, e teu pranto a minha tristeza. Nossos caminhos agora serão um só caminho, nossas almas, uma só alma. Farei de ti a mulher mais feliz que existe, com uma felicidade que pouquíssimas imaginaram algum dia alcançar. Se eu fechar os olhos, tu estás presente; se eu adormecer, serás o meu sonho; e serás, ao despertar, o sol que desponta. Cantarão para nós os mesmo pássaros, e os mesmos anjos desdobrarão sobre nós as invisíveis asas. Partiremos a partir de hoje o mesmo pão; será nossa leitura à mesma lâmpada e aqueceremos as mãos ao mesmo fogo. E nem o mundo, nem guerra, nem a morte, nada mais poderá separa-nos, pois seremos uma só carne. E como prova de tudo o que jurei a ti, eu empenho agora, diante de todos aqui o meu caráter, a minha honra e a minha vida.

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>Promessa é dívida

>“Sempre que prometer algo, mesmo que com prejuízos, cumpra!” Esse é um dos ensinamentos que norteiam a minha vida. Promessa é dívida… questão de honra.

Quando em tinha 17 fiz uma promessa a mim mesmo parecida com o filme “Antes de partir”… Fiz uma pequena lista das coisas que eu iria fazer na minha vida. Muitas coisas ainda não fiz, outras comecei a fazer e algumas eu já fiz.

Surgiu a oportunidade de cumprir mais uma dessas promessas. Tinha prometido, mais que isso, jurado, a mim mesmo que eu não morreria antes de comer um acarajé. Mas não seria qualquer acarajé… não poderia ser feito por qualquer pessoa, nem em qualquer lugar. Teria que ser feito por uma baiana legítima, numa barraca montada no meio da rua.

Peguei ante-ontem (à trabalho sempre) no Rio de Janeiro um avião com destino a Aracaju. Fiz uma conexão de 3 horas e meia em Salvador. Pronto!!! A oportunidade perfeita havia sido orquestrada. Saí do aeroporto e me enfiei num táxi rumo à igreja do Senhor do Bonfim, no intuito de cumprir a minha promessa. Chegando à igreja, mal saí do táxi e fui abordado por uma baiana querendo me vender umas fitinhas do Sr. Do Bonfim. Não comprei as que tinham o nome do santo, mas comprei outras. Foi perto das escadarias que eu conheci Dona Nide. Uma legítima baiana: Preta, velha, mãe de santo, pernas inchadas e tudo mais que tem direito.
Confesso, consternado, que fiquei quase 10 minutos observando e tomando coragem para encarar aquele “quitute baiano”. Enquanto olhava atentamente o preparo dos bolinhos, pensava comigo mesmo:
– Mas a promessa feita a você mesmo pode ser quebrada sem galho, é só você se perdoar.
– Que isso cara! Você já comeu coisa pior!
Estava travando uma batalha interna. Me enchi de coragem e pedi um acarajé. Tomei a decisão com a seguinte frase: “Pombas! Eu já comi o temido bolinho de nada no Restaurante Esquimó. Estou preparado para tudo.” Observei dona Nide fritar o acarajé num dendê tão preto quanto um óleo de máquina. Ela pegou o bolinho, partiu no meio, e perguntou apontando para umas bacias que estavam na bancada:
– Põe tudo meu filho?
– Tudo e com força tia! – respondi, sem saber que acabara de carimbar o passaporte para o inferno. Era vatapá, caruru, camarão seco, saladinha de pepino, pimentinha de cheiro e tudo que um bom acarajé pode conter. Pra que….

Comi a iguaria quase devolvendo-a. O negócio tinha um gosto estranho, não era bom nem era ruim. Quando acabei pensei: “Missão cumprida”. Ponderei até a possibilidade de tomar um banho de pipoca na escadaria para benzer a bomba que acabara de ingerir. Me enfiei num táxi e voltei para o aeroporto, orando para que meu organismo aceitasse esse “BigMac da Bahia” sem rejeição. Passei mal o resto do dia, entre dores abdominais e idas no banheiro. Entre essas idas e vindas, entronizado em gloria, prometi, ou melhor, jurei para mim mesmo que nunca mais na minha vida eu comerei outro acarajé. PROMESSA É DÍVIDA.

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>O Caleidoscópio do Amor – p.4

>Euzébrio sentia ainda um vazio dentro dele. Carregava um falso sentimento de amor por Adelaide, sua ex-namorada. O relacionamento acabara por causa de um desgaste de ambas as partes. No final, não sobrou nada… nem amizade. Eram completos estranhos. Mas Euzébrio ainda nutria esse vazio.

Afundou-se no trabalho, recém reconquistado, para esquecer-se de tudo o que sentira, tentando enterrar o buraco-negro que se encontrava em seu coração. Começou a conversar com uma pequena, sem notar que aos poucos sentia mais vontade de conversar, de estar perto. Convidou-a para ir ao lírico, ouvir um músico, pianista célebre… A essa altura, já a via com outros olhos; olhos de quem queria algo mais de que uma simples amizade. Só o ranço do antigo namoro o atormentava. Na verdade tinha medo de que tudo voltasse a acontecer. Tinha medo de sofrer.
Para voltar para casa, pegou o mesmo lotação que a pequena. Angélica… nome que passava para ele toda a paz que ele buscava. Na hora que a pequena se preparava para descer da condução, tomou coragem e a convidou, cheio de medo, para ir ao cine. Foi correspondido e marcaram para o fim de semana seguinte.

Passou a semana hávido, ansioso, quase mordendo os próprios cotovelos. No dia marcado, foram assistir a um filme policial. Euzébrio passou o filme todo quase que congelado na cadeira. Parecia que nunca tinha ido ao cinema. Ao deixar Angélica em casa, despediu-se com um beijo do rosto e um abraço. Ao afrouxar, foi subitamente agarrado por Angélica, que lhe tascou um beijo. Nesse momento, todo o vazio que ainda restava desapareceu. Estava curado, restaurado, vivo. Euzébrio e Angélica namoraram por 3 anos e se casaram. Euzébrio hoje é um homem que achou o verdadeiro amor.
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>O Início

>Antes de Ler esta postagem, leia “O Fim

Euzébrio levantou-se na segunda-feira seguinte com um animo muito diferente do que vinha tendo regularmente. Parecia-lhe que lhe fora imputado um novo ânimo; algo que ele não sabia explicar, mas que lhe fazia muito bem.

Nesse dia não foi procurar emprego. Ficou arrumando sua casa. Morava sozinho em um pequeno apartamento de dois dormitórios. Tinha o básico para a sua alimentação, e com os trocados que lhe sobraram de seu aniversário, conseguiu comprar 2 bifes para seu almoço.
Ao final desse dia, recebeu um telefone inesperado. A mesma pessoa que o demitira 10 meses atrás o estava chamando para trabalhar novamente. Vestiu rapidamente uma roupa e foi ao escritório da empresa. Foi recontratado para começar a trabalhar imediatamente.
É como se tudo se refizesse em sua vida como num passe de mágica. Sabia no entanto que não era acaso o que tinha acontecido. Tinha plena consciência que Deus atendera sua prece. Sabia que o responsável por toda a reviravolta era exclusivamente porque aprouve a Deus assim fazer.
Mas uma coisa ainda perturbava Euzébrio. Ele ainda carregava a sensação de um amor perdido…
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