>Promessa é dívida

>“Sempre que prometer algo, mesmo que com prejuízos, cumpra!” Esse é um dos ensinamentos que norteiam a minha vida. Promessa é dívida… questão de honra.

Quando em tinha 17 fiz uma promessa a mim mesmo parecida com o filme “Antes de partir”… Fiz uma pequena lista das coisas que eu iria fazer na minha vida. Muitas coisas ainda não fiz, outras comecei a fazer e algumas eu já fiz.

Surgiu a oportunidade de cumprir mais uma dessas promessas. Tinha prometido, mais que isso, jurado, a mim mesmo que eu não morreria antes de comer um acarajé. Mas não seria qualquer acarajé… não poderia ser feito por qualquer pessoa, nem em qualquer lugar. Teria que ser feito por uma baiana legítima, numa barraca montada no meio da rua.

Peguei ante-ontem (à trabalho sempre) no Rio de Janeiro um avião com destino a Aracaju. Fiz uma conexão de 3 horas e meia em Salvador. Pronto!!! A oportunidade perfeita havia sido orquestrada. Saí do aeroporto e me enfiei num táxi rumo à igreja do Senhor do Bonfim, no intuito de cumprir a minha promessa. Chegando à igreja, mal saí do táxi e fui abordado por uma baiana querendo me vender umas fitinhas do Sr. Do Bonfim. Não comprei as que tinham o nome do santo, mas comprei outras. Foi perto das escadarias que eu conheci Dona Nide. Uma legítima baiana: Preta, velha, mãe de santo, pernas inchadas e tudo mais que tem direito.
Confesso, consternado, que fiquei quase 10 minutos observando e tomando coragem para encarar aquele “quitute baiano”. Enquanto olhava atentamente o preparo dos bolinhos, pensava comigo mesmo:
– Mas a promessa feita a você mesmo pode ser quebrada sem galho, é só você se perdoar.
– Que isso cara! Você já comeu coisa pior!
Estava travando uma batalha interna. Me enchi de coragem e pedi um acarajé. Tomei a decisão com a seguinte frase: “Pombas! Eu já comi o temido bolinho de nada no Restaurante Esquimó. Estou preparado para tudo.” Observei dona Nide fritar o acarajé num dendê tão preto quanto um óleo de máquina. Ela pegou o bolinho, partiu no meio, e perguntou apontando para umas bacias que estavam na bancada:
– Põe tudo meu filho?
– Tudo e com força tia! – respondi, sem saber que acabara de carimbar o passaporte para o inferno. Era vatapá, caruru, camarão seco, saladinha de pepino, pimentinha de cheiro e tudo que um bom acarajé pode conter. Pra que….

Comi a iguaria quase devolvendo-a. O negócio tinha um gosto estranho, não era bom nem era ruim. Quando acabei pensei: “Missão cumprida”. Ponderei até a possibilidade de tomar um banho de pipoca na escadaria para benzer a bomba que acabara de ingerir. Me enfiei num táxi e voltei para o aeroporto, orando para que meu organismo aceitasse esse “BigMac da Bahia” sem rejeição. Passei mal o resto do dia, entre dores abdominais e idas no banheiro. Entre essas idas e vindas, entronizado em gloria, prometi, ou melhor, jurei para mim mesmo que nunca mais na minha vida eu comerei outro acarajé. PROMESSA É DÍVIDA.

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Sobre diogocopista

Uma pessoa comum que olha para o mundo de um modo simples e descomplicado... pelo menos eu acho isso...
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4 respostas para >Promessa é dívida

  1. KreK disse:

    >errando é quando se aprende…comendo, que se passa mal…quando se promete, é quando se arrepende…e se arrepender, é quando não se erra!entendeu?!?!?!?hehehehehehe

  2. Anonymous disse:

    >Nossa, quanto besteira reunida em um pobre texto. Em outro ponto de vista você não conseguiu captar a energia maravilhosa que a minha terra tem, com acarajé ou sem acaraje. Se tiver uma próxima vez vê se escolhe melhor os lugares para deliciar as iguarias da minha terra maravilhosa.

  3. >Vou colocar o comentário acima que foi excluido pelo autor, o sr. Viajando pelas ideias, afinal, ponto de vista é ponto de vista:"Certamente tens preferência por esta cidade que mora: ¨Rio, que merda viu!Daí ficar postando só absurdos da minha cidade, tenha dó viu!".Bom. na verdade, cada um gosta de cidade onde mora: quem mora no Rio, gosta do Rio, quem mora em Sampa, gosta de Sampa e por ai vai… cada um gosta da "merda que tem"…. mais um coitado…

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