O Protituído

Cometi meu Orkutcídio em 2005. Tomei essa decisão depois de um diálogo com um amigo meu:

(EU): – Fala meu filho! Cara, quanto tempo.
(AMIGO): – Fala bigu! Cara muito tempo mesmo… você tá sumido
(E): – É verdade. Cara, te liguei no seu aniversário na semana passada, mas o teu cel tava morto. deixei um recado lá.
(A): – Eu ouvi o lembrete, valeu. Cara, porque você não foi na festa? Pensei que você fosse aparecer.
(E): – Cara nem sabia de festa. Você não me disse que iria ter nem nada..
(A): – Pô cara, deixei um recado no orkut. vc tem que ver sempre essas coisas…

A partir desse dia, resolvi que não pegaria mais recados pela “joça” do orkut nem nada. Quem quisesse falar comigo, que me mande e-mail ou me ligue. Desde então tenho perseverado nesse meu propósito. No começo tive uma certa crise de abstinência, mas depois de algumas semanas fui me aquietando.

Muitos me chamaram de maluco, alienado social e outras coisas. Não acho que sou isso; tenho meu twitter para acompanhar quem acho legal, e de vez em quando eu uso, com extrema moderação. Apenas decidi não ficar pendurado na frente do computador trocando relações reais por virtuais. Conheço muita gente que está perto de outras pessoas, mas ao invés de falar diretamente com os outros, prefere mandar um sms. Nunca compreendi isso, e creio que nem tão pouco irei compreender. Quando preciso falar com um amigo, ligo para ele, ou me encontro com ele em algum lugar.

Mas anteontem, alguma coisa mudou. Por conta de muitos acontecimentos, deixei-me levar pela conversa de meu amigo Luiz Carlos: “- Cara, vc tem que fazer um facebook. Isso é um twitter melhorado. É muito bom, não tem nada a ver com orkut. Você está dando mole de não ter um…”. Pois ante ontem eu criei meu perfil no facebook. Me senti um prostituído. Rapidamente “espocaram” bandos de gente me pedindo autorização, amizade, sei lá mais o que. Mal tinha acabado de preencher meu perfil e já tinha uma mensagem do meu amigo Glauco Baptista me dando boas vindas. Como ele me achou? Sei lá… Minha irmã acha que vou acabar me viciando nisso…

Agora é tentar conviver com ele. Já tive vontade de deletar o perfil umas duas vezes, por conta do números de e-mails que recebi do facebook, todos de gente querendo autorização. Espero resistir, pelo menos um pouco…

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>Silêncio

>Ontem sai do trabalho quase 23h. O centro da cidade estava vazio… em
silêncio… um silêncio diferente, esquisito, estranho… estou
habituado com o centro barulhento e agitado, e ontem parecia que
aquele silêncio queria me engolir, me sufocar… aquela iluminação
amarela me dava medo… nenhuma viva alma passava pelo ponto final em
que aguardava o ônibus chegar.
O mais estranho é que isso me fez pensar se tudo realmente valia a
pena… do quanto estou deixando meus sonhos e projetos para palpar
algo certo. Me sinto na beira do abismo querendo pular, mas sem saber
se minhas asas estão prontas para o voo. Tenho vontade de fazer tanta
coisa… mas a garantia do sustento me prende no chão.
Talvez não seja o momento certo do voo ainda. Na última quarta-feira
um cliente meu me disse para perceverar sempre e nunca desistir, pois
tudo acontece no tempo certo para aqueles que perceveram. Sei que
minha hora chegará. Por enquanto enquanto sigo com meus sonhos para
mim…
Meu ônibus chegou…

Conectado via Motoblur
Enviado do meu Motorola Dext

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>O poder que acovarda

>Ontem vi algo que se tornou comum em empresas e organizações sociais. Uma pessoa que é responsável por um grupo não admitiu uma decisão que tomara, quanto à organização do grupo e divisão de tarefas. Quando foi pressionado por um superior, não confirmou a decisão, e assim prejudicou um liderado. Foi covarde.
Realmente impressionante isso – como o poder acovarda pessoas… acho que é medo de perde-lo… sei lá…

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>Desgaste

>Ontem saí do trabalho as 20h30, e hoje estava dentro do Theatro Municial
pouco depois das 7h30, e não faço a menor idéia de que horas sairei. Ontem
trabalhei 12 horas, e hoje com certeza mais de 15 horas. Amanhã estarei
dentro do teatro para o ensaio da orquestra as 8h30.

Todo o mes de agosto está assim para mim, e setembro será pior.

Sou praticamente o Atlas. Tem quem me ajude sim, mas é todo o grosso fica
para mim. Trabalhar mais de 44 horas/semana é quase uma constante.

Perguntaram-me certa vez sobre meu esquema de trabalho.
"Quando as pessoas vem ao Theatro Municipal para assistir o concertos da
OSB, estu trabalhando, enquanto todos se divertem no concerto. E enquanto
todos trabalham de segunda a sexta em seus ofícios, eu também trabalho nos
ensaios e no arquivo musical. Conclusão…"

Quase todos acham que trabalhar com produção musical é tranquilo, que é
somente trabalhar em shows e na hora que acontece o evento. Doce ilusão…

É isso ai…


Diogo Pereira
diogo.pereira@me.com

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>O Novo Renascimento

>Comprei um novo celular com 3G. Como eu comprei, quero usar tudo o que o celular oferece. Apanhei por 7 dias até conseguir postar direto do celular. Já fui melhor em tecnologia, mas com a coça que tomei do celular, twitter, feeds, vi que estou virando um analfatrônico. Tudo está tão galopante que estams todos ficando para trás, e emburrecendo também. Trouxe um livro para ler durante os ensaios, mas acabei gastando todo o tempo fazendo as inscrições no twitter, e outras traquitanas tecnolócicas.
Renasci novamente para o mundo de blogs e agora com mais um filho. Twitter. Vamos ver se dou conta disso tudo, sem ficar abilolado…

Conectado pelo MOTOBLUR™
Enviado do meu Motorola Dext

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>Passou por mim

>

No sábado que passou aconteceu na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé um concerto especial de Páscoa, com a OSB e o Coro Sinfônico do Rio de Janeiro. Foi muito bonito. Estava sobrecarregado, com muitas coisas na mente, e os compromissos de trabalho não me deixavam relaxar. Quando começou o concerto, pude sentar atrás da igreja, nos bastidores para descansar um pouco. Acabei não assistindo o concerto, que foi muito bom. Assisti apenas os ensaios. Esse concerto passou e eu não aproveitei tudo o que poderia aproveitar.
Tanta preocupação agora no meu novo cargo no trabalho está me tirando o sono. Não dormi muito bem nessas semanas que passaram e cheguei a sonhar com o trabalho em algumas noites. Sei que isso faz mau, mas infelizmente, terei que dar um jeito de equacionar melhor essa distribuição de trabalho x vida. Com o meu novo cargo, veio junto um celular corporativo, com acesso a internet e e-mails. Hoje, as 7h da manhã me ligaram. Tive que dar um pulo no escritório no centro da cidade com o Rio de Janeiro parado. Somente eu e um companheiro fomos trabalhar. Todos os outros foram dispensados e nem deram as caras. Também me vinguei. Fiz o que tinha que fazer na parte de manhã e fui com um companheiro de trabalho a um rodízio japonês que miraculosamente estava aberto hoje. Fiquei duas horas e meia no rodízio e quando saí, vim direto para casa. Me desconectei do trabalho. E fiquei o resto da tarde toda em casa, descansando. Hoje, apesar do caos instalado no Rio, descansei tranqüilo. Deixei para me preocupar amanhã.

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>Insônia

>

Nunca tive dificuldades para dormir. Agora é a primeira vez que tenho isso. Há um ano atrás, interpretava tudo de outra maneira, mas hoje, com as responsabilidades das escolhas que fiz, tenho que olhar de outro modo. Hoje aconteceram coisas que me deixaram mal… triste… incomodado. Comecei a montar um quebra-cabeça para ver se ajudava a desanuviar. Ilusão idiota a minha. Quanto mais tento esquecer, mais confuso fica. Quando minha esposa chegou em casa, estava debruçado sobre o jogo, olhando para as peças um tanto atônito. Contei sobre o que estava me deixando triste. Graças a Deus que tenho uma esposa que me ama e me suporta nesses momentos. Ainda estou acordado, depois de rolar de um lado para o outro da cama por mais de uma hora. Espero que consiga descansar. Pelo menos, adiantei um amigo. Tentarei pensar na minha boa ação para tentar dormir.
Que merda…

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